CASTELO FORTE É O NOSSO DEUS

“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, socorro bem presente na angústia”. (Salmo 46.1.)

Estamos numa semana de palestras com a série “A Reforma Protestante” e meditando sobre o que até aqui já ouvimos e associando ao sermão do domingo a noite, escrevi essa breve palavra.

Note no texto lido o testemunho de confiança em Deus do salmista. É muito bonito recitar de cor o testemunho de confiança em Deus do salmista. É muito saudável apropriar-se do testemunho de confiança em Deus do salmista, mas será que essa confiança em Deus era só para o salmista?

Todavia, é preciso investigar e refletir a fundo se estamos prontos, ou nesse nível, o nosso testemunho de confiança em Deus do salmista. Em vez de declarar que não temeremos “ainda que a terra trema” e que “os montes afundem no coração do mar”, deveríamos deixar bem claro que não temeremos ainda que nossos sonhos e planos afundem no coração do mar, ainda que tudo esteja de pernas pro ar em nossa saúde, em nossa família, em nossas finanças. Nossa fé neste Deus não depende de que tudo esteja no seu lugar em nossas vidas.

Por isto, ao olhar para si e para a sua gente, o salmista canta que ele nem sua gente deviam temer. Como temer as coisas, se Deus fez as coisas? Como temer o poder da natureza, se Deus que a criou está conosco? Como ficar abalado pelo jeito que as coisas, em casa, no bairro, na cidade, no país, no mundo estão indo, se Deus continua Senhor, embora o furacão, o vulcão pareça que vai levar tudo de roldão.

Parece que é mais fácil recitar o Salmo 46 do que vivê-lo, Lutero em tempos de dificuldades e provações, sempre se virava para o seu companheiro, Felipe Melanchton, e dizia: “Vamos, Felipe, cantemos o Salmo 46”, e assim cantavam o hino Castelo Forte. Lutero havia encontrado fé e confiança neste Salmo e, com o coração inflamado pôs-se a escrever a poesia e a compor uma melodia para enfrentar com coragem os dissabores e os imprevistos da vida.

A mensagem central do salmo 46 é: “não estamos sozinhos. Deus está conosco”. Saiba que Deus é o seu refúgio e a sua fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade. Deixe Deus brigar por você. O Senhor dos Exércitos está com você; o Deus de Jacó é a sua torre segura. O Pastor John Wesley, grande teólogo e avivalista do século 18, ao final de sua vida suspirou:  “O melhor de tudo é que Deus está conosco”.

Deus te abençoe, sempre.

Jesus, o observador.

“…O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração.”

(1 Samuel 16.7, NVI)

Não se sabe ao certo se era uma ceia que reunia alguns convidados ou se era uma festa de casamento. O fato é que Jesus, um dos presentes, “estava observando como os convidados escolhiam os primeiros lugares” (Lc 14.7). Alguns passavam à frente para ocupar logo os lugares de mais honra. Certamente era uma violação da etiqueta. Entretanto, o problema maior era a vaidade daqueles que não esperavam o convite oficial do dono da festa para sentar-se no lugar designado por ele. Foi nesse momento que Jesus proferiu a famosa sentença: “Quem se en­grandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido” (Lc 14.11, NTLH).

Em outra ocasião, Jesus estava assentado no pátio do templo, perto do gazofilácio, (Caixa onde os fiéis colocam suas ofertas voluntárias e ou seus dízimos), observando cuidadosamente as pessoas que colocavam dinheiro na caixa das ofertas. Ele percebeu que os ricos davam muito dinheiro, o que era razoável. Notou também que uma pobre mulher, viúva, colocara ali duas moedinhas que valiam apenas dezesseis cen­tavos de um denário! Jesus não conseguiu ficar calado e comentou que a viúva havia dado tudo e os ricos, apenas o que lhes sobrava (Mc 12.41-44).

Apenas duas passagens para percebermos como nosso Jesus é observador de detalhes que às vezes não notamos. Fiquei pensando, será que os detalhes de nossa passagem aqui na terra também não são observados por Ele? Já parou para pensar, nesse assunto? Deixo para você essas perguntas e uma resposta “Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos” Pv 23:26, Dê o seu coração e seu ser a Jesus ainda hoje. Concluo com a letra de uma canção muito conhecida em nossos templos: Sei que os teus olhos sempre atentos permanecem em mim e os teus ouvidos estão sensíveis para ouvir meu clamor posso até chorar. Mas a alegria vem de manhã És Deus de perto e não de longe nunca mudaste, Tú és fiel.”

Deus lhe abençoe.

Os discípulos e O Caminho

E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; porém, a Ele não O viram. (Lucas 24:24)

Este versículo está situado no final do evangelho de Lucas e faz parte da narrativa que trata da conversa de dois discípulos que saiam de Jerusalém e caminhavam em direção ao povoado de Emaús. O fato bíblico ocorreu cronologicamente após a ressurreição de Jesus e antes da assunção do Messias ao céu.

O diálogo entre Cleópas e seu companheiro de caminhada revelava a tristeza e imensa decepção que assolava aqueles dois homens. Eles estavam percebendo que todo o tempo que investiram ao seguir aquele que seria o libertador de Israel havia sido em vão, pois, para eles, o Nazareno estava morto.

O fato de Cleópas e seu amigo serem apresentados como discípulos nos relatos do Evangelista Lucas, realmente é algo intrigante, e vai ao encontro do que a Bíblia revela sobre aqueles que seguiam Jesus. Podemos facilmente perceber que os seguidores de Cristo estão dispostos em círculos concêntricos quando analisamos o relacionamento e o nível de intimidade deles com Jesus Cristo.

Na parte mais externa, encontramos uma multidão que seguia o Mestre para ouvir os ensinamentos, presenciar sinais miraculosos e maravilhas, muitos desses foram abençoados e se alegraram com toda a movimentação que circundava a presença de Jesus.

Em seguida, encontramos um círculo menor, de pessoas engajadas em missões de curto prazo, servindo no desenvolvimento e expansão do Reino de Deus na Terra.

Mais próximo de Cristo estavam os doze discípulos, eles acompanharam todos os passos do ministério messiânico. Ainda dentro deste círculo encontramos Pedro, Tiago e João que estiveram com Jesus quando Ele ressuscitou a filha de Jairo, estavam também no Monte da Transfiguração e no Jardim do Getsêmani. Os relatos bíblicos apontam que o grau de intimidade deles era tão grande com o Salvador que, apenas os três, puderam desfrutar de momentos especialmente maravilhosos junto a Jesus.

Estes círculos concêntricos sugerem que uma pessoa pode estar tão perto de Jesus quanto ela desejar. Para tanto, necessita ouvir o chamado e se dispor a caminhar seguindo os passos e ensinamentos do “Rabi”.

Olhando para os discípulos no caminho de Emaús percebemos que o principal motivo da tristeza e desânimo deles era o fato de acreditarem nos relatos daqueles que eles chamaram de: “alguns que estavam conosco”. Identificamos que os desolados discípulos conheciam quem era Jesus (Lc 24.19-21) e, mesmo assim, optaram por dar ouvido a outras pessoas ao invés de acreditar no que os profetas anunciavam por meio das Sagradas Escrituras.

Devemos ouvir a voz de Deus meditando na Palavra e fechar os nossos ouvidos para o que dizem aqueles que parecem estar conosco, mas na verdade não conhecem verdadeiramente a Cristo. É importante alertar que seguir os seguidores de Jesus é quase sempre uma experiência decepcionante. Inevitavelmente essas pessoas acabam por revelar suas fraquezas e a dor da desilusão é tão terrível que alguns seguidores nunca se recuperam.

O próprio Cristo, ensina aos discípulos de Emaús e a todos nós que o melhor é caminharmos com Jesus e estabelecer um relacionamento íntimo com Ele, alicerçado na oração e na meditação constante da Palavra viva de Deus revelada na Bíblia.

Prezados (as) amigos (as) é hora de darmos mais atenção à voz de Deus, conhecermos com mais profundidade a Bíblia e deixarmos de nos entristecer em vão com notícias ou palavras proferidas por pessoas que nem sempre estão cientes das verdades que só podem ser reveladas por Deus aos que realmente O seguem de todo o coração.

Aldhiney Amâncio

“MAIS TEM O SENHOR QUE TE DAR DO QUE ISSO”

“Mais tem o Senhor que te dar do que isso” (II Cr 25:9b)

O capítulo 25 do segundo livro das Crônicas narra uma história muito peculiar, vivida por Amazias, Rei de Judá. No texto, Amazias enfrenta um forte oponente, os Edomitas. Para ir à guerra, Amazias contrata 100.000 homens de guerra em Israel, contratando-os por 100 talentos de prata para que eles o ajudem no combate. Quando aqueles homens chegam para guerrear ao lado do exército de Judá, um profeta vai ao encontro do Rei Amazias e o adverte de que se ele for à batalha junto com aquele exército, ele perderia a guerra. Mas se ele fosse sozinho, somente com o seu exército, Deus lhe daria a vitória. Ou seja, Deus não aprovava aquela união.

Podemos observar que Deus, através do profeta, faz uma advertência, mas também faz uma promessa. Ele daria a vitória ao exército de Amazias, bastando que ele confiasse em tal promessa. Diante da fala do profeta, Amazias pronuncia uma frase que ecoa até hoje sem encontrar qualquer justificativa ou explicação. Disse o rei ao profeta: “Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel?” (II Cr 25:9a). Impressionante!!! Deus acabara de lhe fazer uma promessa de vitória, de que o acompanharia, de que o conduziria, de que o orientaria, e o rei,  nesse momento, manifestou profunda preocupação com 100 talentos de prata que ele pagara às tropas de Israel. Um talento de prata equivale a 34,27 quilos. Portanto, Amazias remunerara o exército de Israel com 3.427 quilos de prata. Em valores de hoje, isso equivaleria a mais ou menos R$ 6.771.752,00, já que um quilo de prata é negociado, em média, por R$ 1.976,00.

Ou seja, diante de uma promessa de vitória, o Rei Amazias manifestou sua profunda mesquinhez, ao se preocupar com um valor tão irrisório, já que estamos falando de um Rei. Diante da bobagem que Amazias perguntara, o profeta dá uma resposta que é um bálsamo em nossas vidas até hoje. Ele disse: “Mais tem o Senhor que te dar do que isso” (II Cr 25:9b). Para sua felicidade, Amazias considera a palavra do profeta, dispensa o exército de Israel e vai sozinho à batalha. Ele perdeu 100 talentos de prata, mas venceu a guerra!!!!

Esta história serve para nos orientar quanto às nossas decisões em nosso dia a dia. Sempre somos afrontados a fazer escolhas e, sejamos sinceros, nem sempre fazemos as escolhas corretas. Quantas vezes as “vantagens“ que nos são apresentadas são tão tentadoras, que titubeamos ante a possibilidade de ganhar algo do ponto de vista financeiro, sem considerar que estamos perdendo do ponto de vista espiritual. Nem sempre um ganho ou vantagem financeira, social, material, etc, representa um passo em direção ao Senhor. E às vezes, assim como o Rei Amazias, ficamos cegos diante das questões de caráter financeiro que nos esquecemos das ponderações de cunho espiritual.

Que cada um de nós saiba admitir perdas materiais e financeiras, mas jamais perdas espirituais. Temos visto constantemente nos noticiários, homens poderosos e absurdamente ricos sendo presos e envergonhados, porque um dia fizeram escolhas erradas. Assim como o Rei Amazias, consideraram mais as questões financeiras e momentâneas que as questões morais e espirituais, que nos conservam dignos de ser aceitos por Deus. Adquiriram bens e riquezas, mas de fontes que não eram santas e seguras. Nesse caso, o fim é sempre trágico. Tais escolhas sempre conduzem as um final vergonhoso e distante de Deus. Amazias, apesar de relutar, ainda fez a escolha certa. E você amigo? Que escolhas tem feito? De onde vem a sua prosperidade e seu patrimônio?

Sempre que se encontrar diante de uma necessidade de decisão, como a que teve o Rei Amazias, lembre-se: “Mais tem o Senhor a te dar do que isso”. Grande abraço e fique na Paz do Senhor.

Pastor Aparício Duarte

Notícia: Confraternização com toda a igreja dia 19/02/2017

O Ministério de Família informa que no dia 19/02, haverá um lanche comunitário após o culto às 20h em nossa igreja.

Solicitamos que os irmãos procurem o Presbítero Robemar e a irmã Monalisa para informar o que podem trazer.
O objetivo deste lanche comunitário é para que possamos conversar um pouco mais e nos conhecermos um pouco mais.

Venha e traga alguém com você.

Pastor Eliezer Guedes